(Aqui o país poderá chorar durante estes dois longos anos em que o populismo procurará tomar conta das nossas entranhas...)
30 Novembro 2004 - 18:45 !...
Portugal Voltou a ser livre!...
10.9.04
Escolher?
Como é que as mulheres poderão escolher o seu futuro ...
Se os portugueses nem foram ouvidos em relação a este par de jarras...
Ainda assim a interrupção forçada deste aborto à nossa inteligência, é um direito que iremo exercer...
Ah, pois é!...
Como sair disto?
Vasco Pulido Valente (in Público)
(cortesia e-se-tentarmos )
"Anteontem, e não inteiramente de surpresa, o dr. Mário Soares resolveu fazer uma descrição apocalíptica do país. Disse que a democracia estava "em crise" e o regime "em degenerescência". Disse que a "corrupção" era agora pior do que durante a ditadura e que a polícia se guiava por "critérios" duvidosos. Disse que havia um risco próximo de uma "revolta incontrolável" e que só a UE impedia uma "aventura militar". E disse que tínhamos chegado à "situação mais deprimente e mais crispada" desde o "25 de Abril". Com outra brandura, Cavaco Silva declarou em Madrid que achava a política actual muito, muito pouco "atraente" e "estimulante" e até Guterres, com estranha desvergonha, a comparou a um "reality show". Por toda a parte toda a gente quer resposta a uma pergunta simples: "Como é possível que Santana e Portas governem Portugal?" E quer saber como saímos "disto". Bom ponto, esse: como saímos "disto"? Não com certeza através de Sampaio, um dos primeiros responsáveis por "isto" e hoje sem sombra de autoridade ou de prestígio. Implicitamente, Soares pede eleições e, claro, a dissolução que as deve preceder. Erro dele. Já não contando com a reviravolta de Sampaio, fatalmente favorável ao governo, seria dar a Santana o papel de vítima, em que ele exulta, e a oportunidade a Portas para levantar o fantasma da esquerda tirânica e perversa. A coligação precisa de ferver até ao fim no molho da sua própria miséria. Não vale a pena que ela acabe, se não for arrasada e, com ela, o impensável bando que a imaginou e a seguiu. Ou se limpa a casa, ou não se limpa. Ora limpar a casa exige método. Começar pelas câmaras. Pôr a seguir o prof. Cavaco em Belém (e nunca o desastroso Guterres), para devolver alguma dignidade à Presidência e para que exista uma voz superior e respeitada, e que o PSD ouça, contra a intriga e demagogia. E, no fim votar para uma maioria PS, que não é com certeza a salvação, mas que talvez traga um módico de normalidade e decência. Santana e Portas gostariam imenso de ser o centro de um melodrama nacional. Sempre viveram no melodrama e do melodrama. Mas para sairmos "disto" convém evitar qualquer espécie de messianismo à portuguesa. Basta uma oposição persistente e sólida, conduzida com inteligência e um firme desprezo. Eles tratam do resto. "
Que horror!...
Dá que pensar os horrores que se evitavam, não dá?
Moral da história... Um pouco mais de intervenção cívica não ficava mal a este país... Depois queixam-se... Ah pois é... Ah pois é...
CRIAR UM NOVO PARTIDO J.P.P no seu abrupto revela toda a verdade sobre Santana Lopes...
"Pedro Santana Lopes está a fazer ao PSD o que Paulo Portas fez ao CDS:
criar dentro de um partido, um novo partido o PP.
É mais difícil fazê-lo no PSD, que tem um lastro muito especial e é um partido de grande dimensão, menos plástico a “refundações”, mas, se lhe for dado tempo e oportunidade, é o que ele tentará fazer.
Não é aliás um projecto novo, já tem história no muito esquecido projecto de um “partido social-liberal”, pensado por Lopes e anunciado pelo Independente de Portas. Os sinais estão bem à vista: a tendência para o partido unipessoal, à PP de Portas, com o culto de personalidade assente na “subjectividade” do líder, a interpretação messiânica do destino manifesto, a ênfase na “geração” como mecanismo de exclusão, a identidade nacionalista entre “Portugal” e o líder, a acentuação de um princípio de comando (“eu” foi a palavra mais forte do Congresso), a tentação populista do contacto directo entre o líder e o “povo” através daquilo que, com ignorância do significado das palavras, os fãs chamam, ou “inteligência emocional” ou “carisma”, e o exercício brutal do poder de estado ao serviço não de causas, mas de pessoas. A complacência com alguns políticos pouco honestos que passeavam pela sala, sempre sem mácula partidária, façam o que fizerem, a contrastar com a violência verbal contra os críticos. A perigosa enfatuação da palavra “líder”. Esta semana escreverei sobre tudo isto, até que a voz me doa. O que é difícil de acontecer. "
J.P.P. será lembrado um dia como um visionário...
É chegado o momento...
Pensava eu que a frase do ano era "Foi-se embora o cherne, ficou o carapau de corrida" e afinal aparece Cavaco Silva a dizer ao Expresso que "É chegado o momento de os políticos competentes afastarem os políticos incompetentes". Vinda de quem vem, é a frase do ano.Mas, para eu e Cavaco estarmos de acordo, das duas uma: ou ele mudou muito ou, de facto, isto está muito pior do que por aí se diz.
«É chegado o momento de os políticos competentes afastarem os políticos incompetentes»
«É CHEGADO o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre a tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos» - afirma Cavaco Silva em artigo que publicamos hoje. E vai mais longe: «Por interesse próprio e por dever patriótico cabe às elites profissionais contribuírem para que na vida partidária portuguesa os políticos competentes possam afastar os incompetentes». »
Crianças inteligentes!...
Zézinho, venha ao quadro escrever o que aprendeu este ano nas suas férias!...
O titulo original era a colocação de professores... Mas não vale e pena mexer mais na merda...
"Se houver eleições metade perde o emprego.
Mas um Governo com o Santana vai ser um espectáculo. Mais emoção que no Portugal-Inglaterra. Vamos todos pagar, mas vale a pena."
Anónimo (Porto)
O polvo está a desfazer-se...
Incompetência, compadrio, jogos de poder, a mais baixa política a que se assistiu desde sempre...
É o princípio do fim...
Santana Lopes é o elo mais fraco e deverá sair...
Primeira baixa no Governo de Santana Lopes
O Ministro do Desporto, Juventude e Reabilitação, Henrique Chaves, anunciou a demissão do Governo, quatro dias depois de ter assumido o cargo, alegando falta de «lealdade e verdade» do primeiro-ministro Santana Lopes.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, Henrique Chaves até há poucos dias ministro-adjunto do primeiro-ministro, refere que não concebe «a vida política e o exercício de cargos públicos sem uma relação de lealdade entre as pessoas», nem «o exercício de qualquer missão privada ou pública, sem o mínimo de estabilidade e coordenação».Henrique Chaves, que não pretende de momento prestar mais declarações, responsabilizou, no referido comunicado, o primeiro- ministro pela sua demissão, acusando-o de «grave inversão dos valores da lealdade e verdade» e revelou já ter tido intenções de se demitir na altura da remodelação (quarta-feira).Henrique Chaves diz que nunca teve oportunidade de coordenação políticaHenrique Chaves acusou hoje Santana Lopes de não lhe ter dado «oportunidade de exercer qualquer função ao nível da coordenação do Governo» como ministro Adjunto.«Convidado para ministro-adjunto, nunca me foi dada a oportunidade de exercer qualquer função ao nível da coordenação do Governo, própria das funções inerentes a essa pasta", refere no comunicado, acusando Santana Lopes de nunca lhe ter dado condições para o fazer.«Estando as funções de ministro-adjunto exclusivamente dependentes do primeiro-ministro, só a este cabe a responsabilidade de conceder, ou não as condições para o exercício desse cargo, o que no meu caso nunca aconteceu», escreve o ministro demissionário.Henrique Chaves deixou na passada quarta-feira de ser ministro- adjunto do primeiro-ministro, cargo que passou a ser ocupado por Rui Gomes da Silva, numa inesperada mudança no Governo anunciada minutos antes da tomada de posse de quatro secretários de Estado.«Em face do referido esvaziamento de qualquer papel de coordenação do Governo - um dos pressupostos do acordo de aceitação do cargo para que fui nomeado - e confrontado com um cenário de remodelação ministerial, era minha intenção aproveitar a oportunidade para abandonar funções de imediato», continua.Henrique Chaves sente-se enganado«Foi-me no entanto traçado um cenário nos termos do qual a remodelação resultaria de uma pressão de véspera, alegadamente por quem, para tanto, tem poder institucional, a qual teria por objectivo forçar a prevenção do cometimento de novos erros graves, geradores de instabilidade social e institucional, por quem, sem resguardo, os vinha cometendo», refere o texto.Henrique Chaves diz que acedeu a ficar «tendo mantido os pelouros que são conhecidos», mas que depois percebeu que o cenário que lhe foi apresentado como sendo «da véspera à noite» estava a ser «delineado semanas antes, de forma detalhada e reiterada» sem o seu conhecimento.«Em segundo lugar, um dia depois, foi-me comunicada a intenção, alegadamente firme de se proceder à demissão de um outro ministro», afirma.Considerando que lhe faltaram à verdade, «de uma forma muito grave», Henrique Chaves apresentou a demissão ao primeiro-ministro.«Compreenderão que perante tão grave inversão dos valores de lealdade e verdade, não tive qualquer dúvida em apresentar a minha demissão preservando a minha dignidade», diz no comunicado.
"Afinal o «Bordiep» não entrou em águas territoriais nacionais por ter infrigido (ou ter intenção de infrigir) qualquer lei portuguesa.
O Quac Quac descobriu que a verdadeira razão para o Governo, de Santana Lopes e Paulo Portas, ter impedido que o «Barco do Aborto» atracasse, no porto da Figueira da Foz, se deve ao transporte de umas pílulas “especiais”, muito parecidas com as pílulas abortivas RU 486.
É que a embarcação traz a bordo uma poderosa pílula anti-Santana.
O governante foi alertado por uma das suas ex-Santanete que, após ingerir uma das referidas pílulas, não só abortou como perdeu o desejo sexual que tinha pelo primeiro-ministro..."
O Portas de Santana concorda que os moços não teriam coragem de ir ao Alentejo contar anedotas sobre alentejanos... por isso o riso dos moços só pode resultar do seu sucesso inesperado.
Vai na volta descobriram o caminho marítimo para ganharem a vida de forma honrada...
Até parece que vão aprender a cavar com um daqueles machados que cortam a raiz ao pensamento...
Um herdou o poder que nem o próprio Psd alguma vez lhe daria ( como nunca deu ).
O outro, sem votação eleitoral digna de nota, consegue impôr aos portugueses princípios que nunca foram sufragados.
Ou será que o Psd se converteu às "virtudes" da extrema-direita?
Também não devem rir do nível de vida da gente... Ou riem?
Já sei, vão mesmo apanhar o tal submarino para as Berlengas!...
Não esqueçam...Votem nas putas...
9.9.04
No país da Maravilhas...
Maria do Carmo, no País das Maravilhas, a propósito dos concursos de professores, diz-nos que ...
(...) Posso hoje afirmar com segurança que as listas de ordenação são fiáveis, que os procedimentos de manifestação de preferências por via electrónica estão a decorrer com normalidade, e que não temos qualquer razão para duvidar que a abertura do ano lectivo se processará com a tranquilidade que tenho a certeza todos desejamos.
Hum...Onde está o Humpty Dumpty?
Talvez o Humpty Dumpty pudesse ter feito as colocações melhor que a ministra e seus muchachos....
Acabei de receber, via email, a mensagem que a seguir transcrevo.
Depois dos casos Marcelo e Caldeira eis que surge um por ventura ainda mais grave no que toca à censura e perseguição de quem usa o seu direito de opinião para denunciar e contestar os "poderosos".
Obviamente esta transcrição está sujeita ao muito em voga "contraditório" e o Sr.Presidente da C.M.Pombal poderá, se assim o entender, contactar-me para que publique a sua versão dos factos apresentados...
Só não quero é que mande o meu patrão despedir-me."Exmo. Sr. ou Sr.ª:Vem isto a propósito do caso Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Nasci e tenho vivido num pequeno concelho (Pombal) do Litoral-Centro(Distrito de Leiria). Não milito em nenhum grupo partidário.Sou um simples cidadão nascido seis anos antes do 25 de Abril de 1974.
E como cidadão, ingénuo a pensar que haveria liberdade de expressão e deopinião, criei em Julho passado um "blog" na Internet que pretendia ser umespaço de reflexão e de debate de ideias, com críticas construtivas, sobreo que está a acontecer na minha Terra.
Nomeadamente sobre a actividade darespectiva Câmara Municipal e outras instituições.Esse "blog" num espaço de dois meses registou mais de 6.700 visitas, tendosido comentado em grande número por outros cidadãos/munícipes.A respectiva autarquia, presidida pelo social-democrata Eng. Narciso Mota,nunca usou o princípio do contraditório.
Apesar de reconhecer que algunsdos temas abordados tinham a sua veracidade, alterou alguns procedimentos,dando razão ao que por lá se escrevia.Reconhecendo que o "blog" era incómodo para o Poder (leia-se, CâmaraMunicipal), o senhor presidente entendeu que a melhor forma de usar ocontraditório" era acabar com o mesmo.
Vai daí, entrou em contacto com adirecção/administração da empresa onde eu trabalhava e denunciou a suaexistência, fazendo ver que o "blog" era "gerido" em horas de expediente.
A direcção da empresa de imediato, e justificando que aquela situaçãolesava a relação institucional com a Câmara Municipal, até porquenecessitava desta para legalizar algumas situações pendentes, despediu-me.Isto, não argumentando com falta de profissionalismo ou de produtividade.Mas sim,porque o senhor presidente da Câmara assim os contactou para o efeito.
Esclareci a situação e comprometi-me a eliminar de imediato o "blog", o quefoi feito e aceite.Precisamente um mês depois, e pelo meio alguns encontros realizados entre opresidente da Câmara e a direcção/administração da empresa, fui novamenteconfrontado com o despedimento.
E perante duas opções: instauração deprocesso disciplinar ou demissão voluntária, optei pelasegunda.Ou seja, a intervenção do senhor presidente da Câmara Municipal de Pombalneste processo é um facto.
Tanto o é que um dos seus vereadores afirmouperante algumas pessoas "já acabámos com o blog".
Esta situação é notoriamente idêntica à que aconteceu com o Prof. MarceloRebelo de Sousa.
Na sua proporção, obviamente. Mas, com um senão. o meufuturo. Estou desempregado, com duas crianças de 20 meses para criar, casae carro para pagar. E esposa também desempregada.
E tanto mais que, ainda há dias, ouvi da boca de um eventual empregador:reconheço que és a pessoa indicada para o meu projecto, mas quando o senhorpresidente da Câmara soubesse, caía o Carmo e a Trindade. E eu não queroter problemas com esse senhor".
É triste que 30 anos depois de uma revolução, ainda haja quem de uma formanojenta e vergonhosa, censure as vozes discordantes para que estas nãoexpressem livremente as suas opiniões.
Com os melhores cumprimentos
Atentamente
Orlando Manuel S. Cardoso
Rua Paul Harris, nº 13 - 1º Esq
3100-502 Pombal
Telef.: 236213594 - 936354363
E-mail: orlando.cardoso@zmail.pt"
Cherne Contracting Corporation
Bill Cherne orgulha-se de ter sempre quatro ou cinco projectos em desenvolvimento e de os completar a todos, apresentando a satisfação do cliente como objectivo ultimo do seu trabalho...
O melhor de dois mundos, nas suas palavras...
Porque é que o Compaio (na sua iluminada cabeça de lâmpada) não contratou este Cherne para acabar o trabalho que o outro deixou a meio?
"Typically, we have four or five projects underway at one time with construction values ranging from $5 million to over $100 million. Having only a few projects underway at any time allows us to ensure that every job is completed to our client’s satisfaction.
By hiring Cherne a client gets the best of both worlds -- the breadth of services, experience, and capabilities to undertake large, complex industrial projects along with the entrepreneurial orientation only available from a smaller contractor.
Thank you for your interest in our organization.
Bill Cherne
President
http://www.cherne.com/about_cherne/about_cherne.htm
A Ministra da Educação Pode Incorrer em Pena de Desobediência
A ministra da Educação pode vir a ser alvo de procedimento criminal por não ter respeitado as providências cautelares decretadas pelos tribunais no âmbito do concurso de professores. Isto para além de outras sanções previstas no Código de Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA) que os juizes decidam eventualmente aplicar.
É que a "inexecução ilícita das decisões judiciais" implica responsabilidade civil, disciplinar, e "a pena de desobediência" para quem manifeste inequívoca intenção de não dar execução à sentença" ou não proceda "à execução nos termos que a sentença tinha estabelecido".
Vamos,ainda, esperar para ver...
6.9.04
A PIDE voltou a atacar!...
"Não há machado que corte a raiz ao pensamento".
Sem palavras...
Ao tomar conhecimento do que aconteceu com o Blogger Antonio Balbino Caldeira, Do Portugal Profundo fiquei atónita.
Foi noticiado no Correio da Manhã.
É uma situação digna de um qualquer episódio do Twilight Zone.
Na coluna do lado está o link para o meu Blog: só espero que não me apareçam cá em casa por ter criticado o Ministério da Educação na colocação de professores...
"Sete horas, ainda de noite. Bateram à porta. Sem medo, ainda meio estremunhado, abro. Três vultos. O primeiro diz:
- "Polícia Judiciária de Leiria. Temos um mandado de busca da sua residência".
Franqueio a porta. Entram dois agentes e um procurador-adjunto. Mostram-me o mandado de busca domiciliária, assinado por um juiz, às minhas residências (sic) e veículos (o meu carro e outro que vendi há oito anos).
Contam-me depois que, à mesma hora, dois agentes batem à porta da casa da minha mãe, septuagenária. Perguntam-lhe se ela é minha mãe e identificam-se. Minha mãe informa que aquela não é a minha residência desde há 11 anos, mas os agentes prosseguem. Efectuam uma busca a todas as divisões da casa, inclusivé as casas de banho. Vêem um computador velho, sem ligação à Internet, no quarto de hóspedes e hesitam. Telefonam para alguém e acabam por o levar. Esses dois agentes juntam-se, depois, aos outros e ao procurador-adjunto em minha casa.
Pedem-me documentação relacionada com o processo da Casa Pia. Reúno alguns papéis e vou abrir o computador para lhes mostrar as pastas onde guardo o que edito. Fecham-no de imediato e justificam-se com a existência de comandos que permitem a formatação do disco rígido... Dizem que têm ordens para apreender o computador (o corpo do delito?...) - não apenas o disco rígido. No computador, instrumento do meu trabalho de professor, vai a minha tese de doutoramento, lições, exames, notas, documentos profissionais e pessoais, correspondência... (...) São-me imputados factos susceptíveis de integrar a prática do crime de desobediência simples, p. e p. pelos artigos 348.º n.º 1, alínea a), do Código Penal, ex vi do disposto no artigo 88.º, n.º 2, alínea a) e 3, do Código de Processo Penal. Sou ouvido esta sexta-feira no tribunal.
Aconselhado, comprei outro computador. Espero que não mo levem... Cumpro a lei. Escrevo sobre esta questão do Estado, em defesa do meu País e da democracia."
José Pacheco Pereira, no Abrupto fala-nos dos ...
...Sinais de condução política caótica por parte do governo em toda a questão do “barco do aborto”.
(Ou interpretação alternativa: sinais de que o Primeiro-ministro faz governação por cabotagem, sempre à vista da costa que, neste caso, é a comunicação social.
Os resultados são os mesmos: caos e confusão de mensagens.)
SINAIS: DE "ABORTO-EXCITADOS" A "ABORTO-CALMOS"
Sinais que o PP, Paulo Portas e o seu grupo em particular, estão a “evoluir” em matéria de aborto como aconteceu com a questão europeia: para se manterem no governo vão moldando a sua “política de princípios”.
Estão a passar de “aborto-excitados” para “aborto-calmos”.
Que alguém nos salve!...
Onde está o cherne?
O homem troca de nome,
troca de partido,
troca de governo,
troca de país,
Troca de sonhos...
Enfim...
É um troca-tintas...
Um contributo da visao online para, no futuro, completar a história do zé manel...
4.9.04
Dura realidade...
Que lindinhos...
Eduardo Graça ... Fala-nos da nossa vida pública de uma forma duramente real...
"... decadente, doentio, alcoviteiro, assassino ...O ambiente que, porventura, sempre existiu mas que ganhou estatuto social e institucional com a "nova maioria": a justiça feita á medida da denúncia anónima; a investigação feita em amena cavaqueira à mesa do café; o boato, em letra de lei, com direito a publicação na folha oficial; a "tia" assessora; a "corte" dos amigos do "tio"; o desbragamento da gestão da "coisa pública". "
É a realidade que Portas, Santana e Durão criaram...
Agora?!!! Já é tarde....
O Presidente da República não resistiu e acabou ontem por falar sobre a polémica que tem marcado a actualidade política. Ainda que indirectamente, Jorge Sampaio fez algumas observações sobre o «caso Marcelo». Com recados para o Governo e para aqueles que querem limitar a liberdade de expressão. Em nome da democracia pediu respeito pela diversidade de opiniões.No decurso de uma visita a Murça, no distrito de Vila Real, Sampaio chegou mesmo a aconselhar as instituições políticas a estarem «menos preocupadas consigo mesmas e mais atentas aos cidadãos». Um reparo que surge numa altura que a oposição critica o Executivo de Pedro Santana Lopes por estar mais preocupado com a sua imagem e relação com a comunicação social do que em governar. Tudo por causa da polémica saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI, dois dias depois de o ministro Rui Gomes da Silva ter atacado os comentários do ex-líder do PSD, acusando-o de «destilar ódio» ao Governo. O governante exigiu mesmo o princípio do contraditório. Esta semana, o professor veio confirmar que foi pressionado pelo presidente da estação, Paes do Amaral, para suavizar as críticas ao Executivo. O chefe de Estado considera que a diversidade de opiniões é condição essencial para uma democracia adulta: «É preciso que se faça com que a democracia seja mais praticada e adulta. Cada um se manifeste como pode.»O Presidente não se ficou por aqui e fez uma afirmação que encaixa como uma luva no «caso Marcelo». «Que não queiram uns evitar que outros se manifestem ou que dêem outras opiniões, porque o País faz-se da riqueza dessa diversidade.» Nesta deslocação, Sampaio manifestou-se convicto de que o País saberá enfrentar as dificuldades. «Um País com oito séculos que atravessa momentos difíceis tem as condições para saber reagir com capacidade e força», sublinhou. E comprometeu-se a lutar contra o desequilíbrio que existe actualmente: «Não posso descansar um dia enquanto as pessoas do litoral ou do interior estejam tão longe de sentir esperança e o destino à sua frente.» * Com Lusa
in sic no sapo
Todos p'ás Berlengas!...
O contra santana... propõe a criação do "Círculo Judicial das Berlengas" a propósito das últimas notícias do processo Casa Pia...
Para além da magistrada "varrida do clima" o Portas de Santana propõe que lá sejam entregues os artistas aqui tão favorecidos pela "galeria dos Horrores"....
Os tentáculos do Polvo
Influência da PT em análise
Alta Autoridade vai ouvir Luís Delgado e Clara Ferreira Alves
A Alta Autoridade para a Comunicação Social quer ouvir o presidente da comissão executiva da Lusomundo Media, Luís Delgado, e a jornalista Clara Ferreira Alves no âmbito do chamado "caso Marcelo Rebelo de Sousa".
Os dois jornalistas serão ouvidos terça-feira, dia para o qual já estava marcada a audição do presidente da Portugal Telecom - grupo que detém a Lusomundo Media -, Miguel Horta e Costa. Ouvido segunda-feira, o director do Público, José Manuel Fernandes, afirmou que a posição da PT no mercado de comunicação social e a influência do Estado na economia permite que a imprensa seja condicionada pelo poder político. Qualificando de "anormal" a falta de concorrência à PT na distribuição por cabo e o seu "quase monopólio" na Internet e no mercado de telemóveis, José Manuel Fernandes afirmou que "a PT tem a faca e o queijo na mão e além disso é também actor do mercado", o que, acrescentou, "condiciona a independência" e a "liberdade" da imprensa portuguesa.
No mesmo dia, a jornalista Clara Ferreira Alves anunciou ter recusado o convite para dirigir o Diário de Notícias, alegando falta de "condições" e repudiando "boatos" que interpretavam o convite como "uma comissão política e uma encomenda do primeiro-ministro".
O Largo da má-língua... diz-nos que este tubarão está a prémio!...
O seu parceiro de "cuoligação" está prestes largá-lo em águas profundas...
Pensando bem, tinha saído mais barato importar alguns tubarões para fiscalizar as nossas águas territoriais...
100 dias... 1000 pesadelos
Santana visto como estrela da imprensa cor-de-rosa
Jornal espanhol faz balanço dos 100 dias de Governo
A falta de preparação do primeiro-ministro português e a obsessão com os meios de comunicação são dois dos pontos em destaque no artigo publicado na edição de hoje do El País.
Um texto que pretende fazer um balanço de 100 dias de Pedro Santana Lopes à frente do Executivo. O resultado é uma análise pouco cor-de-rosa. À excepção da imagem do chefe do Governo.
Joana LatinoJornalista
Todos estão juntos contra o primeiro-ministro. É assim que o artigo assinado por Margarida Pinto caracteriza a sociedade portuguesa depois de 100 dia de governo de Santana Lopes. Preto no branco, no Jornal El País, explica-se que o primeiro-ministro conseguiu uma aliança pouco comum entre meios de comunicação social mais ou menos conservadores, comentadores de esquerda e de direita, sindicatos e patrões.
O diário espanhol salienta depois os casos que considera reveladores de um chefe de governo que não resiste a um microfone ou a anunciar uma medida por dia. O mais flagrante, escreve Margarida Pinto, envolveu o ministro das Finanças.
Um dia Bagão Félix explicou que a situação económica do país não permitia baixar impostos ou subir os salários congelados nos últimos anos. Duas semanas depois, Santana Lopes anunciou o contrário, pressionado, diz o artigo, pela proximidade das legislativas do próximo ano, e pelas legislativas de 2006.
Um orçamento, acrescenta, que serviu ao primeiro-ministro para calar a polémica desencadeada pela suspeita de pressão sobre a comunicação social. Mais um caso destes 100 dias de governo, que envolveu desta vez o ministro dos Assuntos Parlamentares.
O jornal El Pais explica que às acusações sobre o caso Marcelo Rebelo de Sousa, Gomes da Silva se defendeu com a insinuação de uma conspiração contra o governo.
O artigo caracteriza Santana Lopes como alguém que raramente levou um mandato até ao fim - como secretário de estado da Cultura, presidente da Câmara da Figueira ou presidente do Sporting. E explica que é um homem que construiu carreira através de uma enorme exposição pública da vida pessoal e privada. Santana Lopes é visto pelo jornal espanhol como uma estrela da imprensa cor-de-rosa.
Como último exemplo da obsessão com a imprensa, o El País lembra o desmentido da sesta alegadamente dormida pelo primeiro-ministro, entre um debate parlamentar e um desfile de moda.